Notícias Curso técnico supre carência de profissionais no mercado

 

No Brasil, é comum a cultura de terminar o ensino médio e buscar uma vaga na faculdade. Entretanto, isso cria uma carência de profissionais com formação técnica, que estão inseridos entre o ensino médio e a educação superior.

Atualmente, cerca de 10% dos estudantes brasileiros que cursam o ensino médio optam pelo ensino técnico. Em outros países essa proporção é maior. Na Argentina é de 25%, no Chile, 35%. Na Espanha, são 30% e na Alemanha chega a 50%.

Existe um déficit de 123,3 mil vagas formais para profissionais qualificados e com experiência nos setores da indústria e do comércio, segundo dados da pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre a situação dos trabalhadores formais no Brasil.

Outra pesquisa, divulgada no mesmo ano, mostra que o curso técnico é considerado requisito principal para 91% das profissões analisadas, revelando que cada vez mais é necessário estar capacitado para o processo de controle de equipamentos tecnologicamente complexos. O estudo é da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre as perspectivas estruturais do mercado de trabalho na indústria brasileira.

Com duração média de 2 anos, os cursos técnicos capacitam o aluno com conhecimentos teóricos e práticos nas áreas do setor produtivo, com o propósito de acelerar o ingresso no mercado de trabalho.

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) estima que, em 2008, cerca de 3,5 mil estabelecimentos, entre públicos e privados, ofereceram cursos técnicos no Brasil, que podem ser feitos por quem concluiu ou está cursando o ensino médio.



 



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